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"ARARIPINA-PE: CIDADE ROCORDISTA EM ACIDENTES DE MOTOS COM MORTES"


Araripina, no Sertão de Pernambuco, a 700 km do Recife, é a cidade recordista em número de vítimas fatais por acidente de moto, de acordo com números contabilizados pelo governo de Pernambuco. Esta foi uma das estatísticas apresentadas em reportagem do NETV 2ª Edição, na terceira reportagem da série que aborda os acidentes de moto.

Dos 23 mil veículos que circulam nas ruas, 57% são motos, diz o Departamento de Trânsito de Pernambuco (Detran). Mas esta é uma realidade relativamente recente. Os animais utilizados no transporte foram sendo substituído por motos em consequência do aumento do poder aquisitivo. O crédito tornou-se mais fácil e a frota aumentou mais do que o esperado. Faltou a cidade se preparar para a mudança: apenas dois policiais militares fazem a fiscalização. A Policia Militar disse que vem realizando ações de prevenção e repressão a motociclistas infratores, mas lembrou que a organização do trânsito é de responsabilidade do município

O agricultor e mototaxista Cícero Pereira leva a filha na escola na garupa da moto. Ela não usa capacete e tenta justificar: “É porque ela vem cedo pra escola, toma banho, aí o cabelo dela vem molhado aí usar o capacete vai grudar o cabelo dela de novo”, diz. Já Kauê Guedes, 14 anos, aprendeu a pilotar com os pais e os tios. Ele não demonstra preocupação com equipamento de proteção ou fiscalização. “A polícia aqui não liga muito”, conta. A Prefeitura do município está criando a Autarquia de Trânsito e Transporte, que deve começar a funcionar em janeiro, com 32 agentes. “O nosso objetivo é educar, mas caso continuem as infrações, nós vamos ter como coibi-las, como no caso de multas, apreensões, tudo que a lei permitir”, explica Vicente Alencar, chefe de gabinete da Prefeitura de Araripina.

Na cidade não há o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) nem o resgate do Corpo de Bombeiros e 90% dos pacientes acidentados que chegam ao único hospital do município são vítimas da motocicleta. Dos motociclistas atendidos no hospital, 30% confessam ter ingerido bebidas alcoólicas antes de pilotar. Sobre habilitação, 77% declararam não possuir e 27% assumiram não utilizar o capacete.

A equipe médica não dispõe de profissionais capacitados para fazer o socorro adequado e os feridos são transferidos para o estado do Ceará ou para o Recife, onde o principal hospital de emergência está lotado. “Se o atendimento pudesse ser feito e resolvido aqui, de imediato, aumentariam as chances de diminuir as sequelas e os casos de morte aqui em Araripina”, afirma o médico Oscar Lins Filho. A Secretaria Estadual de Saúde informou que estuda uma parceria com o governo do Ceará.

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