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"LADRÕES: JÁ ESTÃO USANDO APARELHOS PARA SILENCIAR ALARMES"


Aparelhos que neutralizam alarmes estão a ser usados na prática de furtos em lojas de shoppings e de hipermercados. As autoridades estão atentas à inovação, "importada" de países como Espanha e associada a redes de assaltantes oriundas do Leste.

A descoberta, pela GNR de Águeda, de um pequeno dispositivo electromagnético na posse de um grupo romeno, numa loja da Worten, reforçou a convicção de que as técnicas de furto em superfícies comerciais, no horário de funcionamento, estão cada vez mais sofisticadas.

Aquele novo método, até há bem pouco desconhecido no nosso país, surge como complemento de um outro que já se vulgarizou nos últimos anos e consiste na colocação dos artigos em sacos forrados a alumínio, de forma a "silenciar" os sistemas de segurança instalados nas caixas ou à saída dos estabelecimentos.

As forças policiais apontam como principais protagonistas destes esquemas imigrantes de países de Leste, sobretudo da Roménia, que dividem-se em vários grupos e percorrem todo o território nacional. Têm-se sucedido intercepções daqueles "clientes", quase sempre apanhados em flagrante por vigilantes dos espaços.

Contudo, na maior parte das situações os suspeitos são apenas constituídos arguidos e ficam em liberdade, mesmo não tendo residência fixa. Por outro lado, os lesados nem sempre formalizam queixas. O facto de tratar-se de casos dispersos por diversas comarcas prejudica as investigações, admitem polícias, ao JN.

Informática e vestuário

Os alvos primordiais são lojas de electrodomésticos, informática e vestuário instaladas em centros comerciais, supermercados e hipermercados. Os ladrões visam material como computadores portáteis, máquinas fotográficas, CD, telemóveis, consolas de jogos, câmaras de filmar e roupas de marca, suspeitando-se que o seu destino seja a exportação para o estrangeiro e a revenda.

Os centros comerciais Dolce Vita, por exemplo, têm detectado vários casos de "sacos blindados". Fonte dos shoppings disse, ao JN, tratar-se de "situações pontuais e inevitáveis no decurso do normal funcionamento de um centro comercial" e realçou a colaboração com as forças policiais em acções de formação para os lojistas.

A técnica dos aparelhos anti-alarme está mais implementada em países como Espanha, onde tem servido não só para a prática de assaltos a lojas como a residências. No segundo caso, os ladrões, altamente organizados, até chegam a utilizar dispositivos de ultra-sons para afugentar os cães de vigilância.

As autoridades portuguesas estão apreensivas face à eventual adopção de procedimentos semelhantes no nosso país.



FONTE: Jornal de Notícias

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