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"MINISTÉRIO PÚBLICO DEVE DENUCIAR SUSPEITOS DE HOMICÍDIO EM PETROLINA-PE"


A promotora de justiça de Petrolina Rosane Moreira Cavalcanti está oferecendo, denúncia contra os cinco acusados pela morte de José Alex Soares da Silva, assassinado por espancamento no último dia 10 de janeiro, quando ele e Diego Pereira Cruz, 19, foram confundidos com assaltantes de um posto de combustíveis da cidade. De acordo com ela, o trabalho do Ministério Público será realizado em conjunto com os demais promotores da cidade.

A possível distinção interpretativa é quanto à qualificação dos crimes cometidos pelos suspeitos apontados no documento. Maria Claudenice da Silva, 38, dona do posto de gasolina (Umburuçú) assaltado e seus três funcionários: Nilton César Ribeiro, Eliomar do Nascimento Lopes e Adriano Roberto da Silva, responderão pelo crime de lesão corporal seguido da morte de José Alex, e de lesão corporal de Diego Cruz.

Já o bombeiro do 9º Batalhão da Polícia Militar da Bahia, Gracenildo Rodrigues dos Santos, 34, deve ser indiciado por homicídio qualificado e consumado por motivo fútil, no caso de José Alex, e tentativa de homicídio qualificado de Diego. De acordo com informações colhidas pela polícia, ele teria chutado várias vezes a cabeça da vítima, e chegou a fraturar o pé por causa das agressões. Cabe agora à promotoria definir se estes são os crimes aos quais eles responderão perante a justiça. Uma cópia do inquérito policial também foi encaminhada à Vara de Infância e Juventude, para que o promotor Adriano Camargo Vieira analise se vai oferecer denúncia contra o sexto envolvido no caso, um adolescente de 17 anos que teria tentado estrangular a vítima durante a sessão de espancamento.

As principais ouvidas do inquérito que apurou o homicídio de José Alex Soares da Silva, morto no último dia 10 de janeiro, em Petrolina, também foram aproveitadas na nova investigação que verifica as denúncias de tortura supostamente sofridas por Diego Pereira Cruz, 19. Os autores deste crime, que está sendo investigado à parte do assassinato, teriam sido três policiais civis, que já têm os nomes conhecidos. A previsão de conclusão do inquérito é até o fim de abril.

De acordo com o Corregedor-adjunto da Secretaria de Defesa Social, Cândido Ferraz, o caso está sendo estudado através de uma cópia do inquérito. Uma equipe da Corregedoria deve seguir até Petrolina, nos próximos dias, para realizar ouvidas tanto sobre o caso de homicídios, quanto pelas supostas torturas sofridas por Diego Cruz. Como o policial já indiciado faz parte do Corpo Militar da Bahia, após a conclusão da Corregedoria, uma cópia do processo será encaminhada às autoridades competentes do Estado para que as providências cabíveis sejam tomadas.

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