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"AÉCIO NA VICE NÃO ALAVANCARIA SERRA"


O governador Aécio Neves recebeu na noite da segunda-feira, 15, uma pesquisa realizada pelo Instituto Vox Populi a seu pedido. O objetivo do levantamento era mensurar o poder do governador mineiro de conquistar votos para a candidatura de José Serra em Minas Gerais - especificamente no universo de eleitores que não votariam no candidato tucano se a eleição fosse hoje. De acordo com os números do Vox Populi, Serra tem 45% das intenções de voto em Minas Gerais.

A pesquisa procurou os 55% que votariam em outros candidatos ou em candidato algum. A este grupo propôs dois cenários. No primeiro, quis saber como se comportaria caso Aécio simplesmente apoiasse Serra. No segundo cenário, perguntou o que faria se Aécio integrasse a chapa tucana como candidato a vice-presidente. A conclusão é que uma eventual entrada de Aécio na chapa do PSDB teria um efeito eleitoral mínimo. O estudo já se transformou no argumento técnico que Aécio precisava para embasar sua decisão de candidatar-se ao Senado.

Aécio tinha a intuição de que seu poder de catalisar votos como candidato a vice não seria tão significativo como pregam os defensores da dobradinha tucana, mas faltavam os números. E eles dizem o seguinte: se Aécio apoiasse Serra simplesmente, sem ser seu companheiro de chapa, conseguiria influenciar o voto de 9% dos eleitores mineiros. E se Aécio se tornasse vice de Serra, a influência atingiria 13% dos eleitores mineiros. A diferença entre apoiar Serra e ser vice de Serra é de 4 pontos porcentuais em Minas Gerais.

Embora a pesquisa tenha se debruçado sobre 55% do eleitorado, os dados apresentados já foram convertidos para o colégio mineiro em geral. Como os eleitores mineiros representam 13% do eleitorado brasileiro, 4 pontos porcentuais em Minas equivalem a 0,5% dos votos nacionais. Esta seria sua contribuição mensurável ao PSDB, diz a pesquisa do Vox Populi. O trabalho não levantou o efeito que o eventual ingresso de Aécio na chapa tucana teria em outros Estados brasileiros.

O próprio Aécio tem-se encarregado de levar os números da pesquisa a seus colegas de partido como argumento contrários às pressões para que aceite ser vice de Serra. Mas a cúpula tucana ainda resiste.

"O problema não são os números. Pouco importa se, objetivamente, agora, ele agrega 500 mil votos ou 5 milhões. A presença de Aécio na chapa traria mais emoção, uma energia positiva que, tenho certeza, reforçaria o favoritismo do nosso candidato ao Palácio do Planalto", argumenta o presidente nacional do PSDB, Sergio Guerra, insistindo, no entanto, que o partido parou de pressionar o governador de Minas Gerais a assumir a candidatura a vice.

O líder do PSDB no Senado, Arthjur Virgélio Neto, tem opinião semelhante: "Não importam os núimeros. A presença do Aécio traria mais densidade política à chapa e isso, mais na frente, acaba se refertendo em votos que, hoje, não são mensuráveis."

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